Mais que um executor, um estrategista

Márcio Oliveira, fazendo a diferença na área de eventos como profissional de Relações Públicas.

Márcio Oliveira, relações-públicas. Foto: arquivo pessoal.

“Relações Públicas porque é a profissão que está à frente de toda e qualquer comunicação”, essa é a primeira afirmação de Márcio Oliveira em sua entrevista. Graduado em Comunicação Social – Habilitação em Relações Públicas (2012/2) pela PUCRS, está inserido no mercado de trabalho, como RP, desde seu segundo semestre na faculdade. Foi um dos primeiros a participar do Espaço Experiência: “Ali aprendi tudo o que sei hoje sobre ser relações-públicas e principalmente a como produzir um evento. Do Núcleo de Eventos, para uma oportunidade no mercado, como efetivado, foi um pulo”, revela.

Analista de Eventos na Câmara de Dirigentes Lojistas de Porto Alegre (CDL POA), inserido na área de Marketing, atuando no setor de eventos, Márcio relata seu maior desafio profissional: encontrar no mercado de trabalho Relações Públicas na área de eventos. “Na faculdade aprendemos que esse trabalho faz parte das atividades de RP e quando vamos para o mercado existem administradores, arquitetos, engenheiros, pedagogos produzindo eventos”, surpreendeu-se. “Eu me perguntava como isso era possível. Até eu compreender isso demorou. Mas hoje, acredito que nós mesmos não nos colocamos como deveríamos no mercado, por isso, deixamos espaço para outras profissões exercerem nossas funções.”

Ele diz que o evento é o momento que a organização pode concretizar o relacionamento com seu público de interesse e promover seus produtos ou serviços. “Como Analista de Eventos é exigido estratégias para conseguirmos atingir ao público da organização, deixo de ser um executor de tarefas para assumir um papel de estrategista”, afirma.

O relações-públicas deixa uma mensagem para os que pretendem seguir a área de eventos. Os estudantes devem se posicionar, mostrar e executar as estratégias comunicacionais aprendidas, para, a partir disso, fazer a diferença no setor. “Procurem entender e saber de todas as nossas funções, se possível, atuem um pouco em cada uma, depois sigam suas carreiras na que mais se identifica, mas é importante que saibamos trabalhar a comunicação no todo e não parte dela”, ressalta.