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Inclusão social, estamos fazendo isso certo?

Processo de inclusão na prática: Caso Egalitê
Punhos de pessoas com diferentes tons de pele unidos ao centro, sob uma mesa de trabalho com notebooks,cadernos e café

Trabalho em equipe. Foto: rawpixel.

Atualmente, o principal instrumento de inclusão com deficiência no mercado de trabalho é a Lei de Cotas de 1991, criada para garantir oportunidades de trabalho para pessoas com algum tipo de deficiência, dando condições iguais na busca por uma vaga de trabalho. De acordo com essa lei, as empresas com mais de 100 funcionários devem reservar de 2% a 5% de suas vagas para pessoas com deficiência. O número de organizações que adere cresce a cada dia, mas essas empresas estão realmente prontas para receber e incluir de fato essas pessoas?

Não basta cumprir a lei simplesmente, a inclusão requer uma série de adaptações, não só estruturais, mas nos próprios funcionários. Pessoas com deficiência ainda encontram grande dificuldade em entrar no mercado de trabalho e, quando entram, ainda enfrentam barreiras para desempenhar suas atividades, pois grande parte das empresas não possuem um programa adequado de inclusão.

É a partir desse cenário que algumas empresas viram uma grande oportunidade, como é o caso da Egalitê, que auxilia pessoas com deficiência a entrar no mercado de trabalho e empresas a cumprir a lei de cotas de forma correta e inclusiva, buscando um desenvolvimento profissional em um ambiente adequado. Segundo Guilherme Braga, CEO e Fundador da Egalitê, a empresa surgiu após ter realizado um intercâmbio nos Estados Unidos, onde percebeu como as pessoas eram realmente incluídas, diferentemente do Brasil. “A Egalitê surge como uma forma de inclusão que gere resultado, não com o viés assistencialista ou desacreditando no potencial de uma pessoa com deficiência”, declara.

A empresa surgiu como uma startup incubada no Tecnopuc e atualmente já incluiu mais de 5 mil pessoas com deficiência em 16 estados do Brasil, além de um banco de dados com cerca de 48 mil candidatos.

Percebe-se, logo, que essas pessoas possuem qualificação e, principalmente, vontade de estar no mercado de trabalho, mas esbarram em questões culturais, por estereótipos e preconceitos. É necessária uma mudança na forma de pensar e agir desses gestores para iniciarmos um verdadeiro processo de inclusão e entender que heterogeneidade e diversidade numa empresa trazem mais pontos positivos do que negativos.