Empoderamento, diversidade e representatividade em animações

Disney, principal player no segmento, tem apostado em desenhos que fogem dos padrões até então estabelecidos

Questões sobre diversidade, em seus mais amplos contextos, estão presentes no cotidiano escolar e universitário. O acesso à informação e os debates sobre esse assunto resultaram na representatividade impactando empresas, a mídia e a vivência entre as pessoas. Tornou-se cada vez mais fácil mencionar diversos exemplos de campanhas publicitárias, comerciais de televisão, rádio, jornais, revistas, entre outros meios, que utilizam essa pauta.
Ademais, outro âmbito que está aderindo essas ideias, são os desenhos, animações e filmes. Sentir-se representado e incluso em múltiplas produções artísticas propicia um conforto maior a sociedade em geral, além de contribuir positivamente para formação da personalidade das crianças e para convivência das diferenças. Observa-se que desenhos animados, recomendados para crianças com faixa etária de 2 à 6 anos, como Show da Luna, Bino e Fino, Charlie e Lola, Meu Amigãozão e outras produções contemplam essas características. Modelos de famílias mais condizentes com o cenário atual, protagonistas de diversas etnias e sexos, mulheres empoderadas e independentes, e personagens fora dos padrões estéticos são referências em alguns desenhos produzidos nos últimos anos.
As produções da Disney são referências nesse aspecto: ao trazer princesas empoderadas, protagonistas negras e com o cabelo enrolado. Animações como Valente, A Princesa e o Sapo, Pocahontas, Mulan e Moana marcam a história do segmento. O apoio da empresa à inclusão, à diversidade e ao universo feminino e LGBT evidenciou-se, mais uma vez, ao exibir, pela primeira vez na televisão, em um episódio do desenho Star vs. The Forces of Evil (Star vs. Forças do Mal), uma cena romântica onde diversos casais estão se beijando e trocando carícias, dentre esses, um casal gay e outro interracial, composto por um homem branco e uma mulher negra. Além disso, os personagens que compõem a esfera possuem estilos e aparências distintos.
A ruptura dos estereótipos clichês que predominavam os desenhos, animações, filmes, peças publicitárias etc. das décadas anteriores estão conceituando e introduzindo a humanização, os valores sociais e culturais. A tendência é a crescente evolução da mídia, conforte a sociedade quebre preconceitos e pré-conceitos.