Degustando o sabor das Relações Públicas no ramo da alimentação

Uma entrevista rápida e direta com Joice Adams, a coordenadora de Comunicação do grupo Variettá

Entre bons almoços e uma rotina intensa de trabalho, Joice respondeu sobre seu trabalho de Relações Públicas e como atua em uma rede de restaurantes com mais de trinta anos de experiência. O grupo Variettá conta com mais de duzentos colaboradores espalhados em sete operações em Porto Alegre e uma no Rio de Janeiro, dentre elas o Chalé da Praça XV e o Bistrô do MARGS, pontos tradicionais da capital gaúcha.

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O Chalé da Praça XV foi revitalizado em 2011 com um novo e moderno ambiente. Foto: Alexandre Leao.

Segundo Joice, o grande diferencial a ser trabalhado na empresa é a capacidade ilimitada de oferecer experiências memoráveis que uma boa culinária pode trazer ao cliente. A coordenadora falou também da importância da comunicação interna e da cultura organizacional de um negócio em que sua atividade fim não depende, exclusivamente, da tecnologia. Confira a entrevista na íntegra:

Quais as estratégias de comunicação para o ramo da alimentação?

Independentemente do ramo, as estratégias baseiam-se nos públicos de interesse. Costumo usar a base da Margarida Kunsch para definir as estratégias frente à comunicação institucional, mercadológica e interna. O que acredito ser um grande diferencial a ser trabalhado na alimentação é a riqueza que a experiência sensorial nos permite trabalhar no composto da comunicação: a experiência memorável que o alimento oferece como recurso para a alimentação é ilimitada.

Qual a importância da Comunicação Interna para uma empresa considerada média, mas com mais de 200 colaboradores?

A comunicação interna é vital e, no nosso ramo, é um diferencial. Poucas empresas do segmento possuem profissionais da área, com ferramentas específicas para o público interno. A comunicação interna é fundamental para formalizar as notícias da empresa em instrumentos efetivos, que evitem ruídos e inibam o fluxo informal de comunicação – que ocorre naturalmente em qualquer empresa e que, muitas vezes, repassa dados não verídicos, gerando muita fofoca e até desmotivação.

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Um delicioso filé ao molho roquefort. Foto: Leonardo Simonetti.

Hoje, os instrumentos que temos são: jornal mensal “Saindo do Forno”, mural de aniversários, cartão de aniversário assinado por todos os colegas da loja, cartão de aniversário de empresa, também assinado por todos os colegas, alimentação diferenciada em datas comemorativas para os colaboradores como: Dia das Mães, Dia dos Pais, Aniversário, Natal e Ano Novo. Também temos mensagens motivacionais a cada início de mês, personalizadas, e algumas guloseimas que o funcionário recebe ao chegar no grupo. Além disso, há mais de 15 anos possuímos manual de integração, evento de integração e comemoração trimestral de funcionários destaques. Ainda não atuamos com a intranet por uma decisão estratégica e de segurança em relação ao seu uso, já que trabalhamos em áreas de risco (fogo, cortes, altas temperaturas e etc.) e não podemos correr o risco de dispersão de atenção que a tecnologia propicia, por exemplo.

Diante das constantes mudanças tecnológicas, como tratar a cultura organizacional de uma empresa com mais de trinta anos de atuação?

Atualizando-se constantemente nas inovações que a tecnologia vai ofertando, procurando identificar quais são as que vieram para ficar e evoluir e quais são modismos e podem gerar alguns riscos. É importante destacar que a cultura organizacional vai se modificando ao longo dos anos.  Isso é necessário porque, senão, a empresa corre riscos, comprometendo até sua existência. É claro que, sem um profissional da área, é muito complicada esta interface, pois tudo é muito dinâmico e as ferramentas evoluem muito rapidamente.