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Ano 5 – Número 8 – 2011/1
Porto Alegre/RS
maio 2012
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Profissionais     

1 de junho de 2009

Tibério Ramos: um jornalista apaixonado

O profissional Tibério Ramos, 60 anos, graduado no curso de Jornalismo pela Famecos, mostra as várias faces de sua carreira e nos conta um pouco sobre uma paixão antiga.

Como iniciastes a tua carreira na PUCRS?

Como editor-chefe do jornal Mundo Jovem, em janeiro de 1972, poucos dias após ter me formado, em dezembro de 1971. Em março de 73,  fui nomeado assessor de imprensa da Reitoria. No primeiro semestre de 77, passei a lecionar no Curso de Jornalismo da Famecos. Em 1985, comecei a dar aulas também no Curso de Relações Públicas.

Faça um resumo de sua vida profissional.

Iniciei como repórter da Zero Hora, como estagiário, em maio de 1969, no segundo ano da faculdade. Em setembro do mesmo ano fui efetivado. São 40 anos. Em 1970, convidado pelo meu então professor Antônio González, passei para a Folha da Tarde. Fiquei dez anos na Folha. Costumo dizer que foram os melhores anos da minha vida, até porque eu tinha 20 anos. Em 1980, fui transferido para o Correio do Povo. Fiquei na Caldas Júnior até a empresa falir em 1985. Voltei para a Zero Hora. Permaneci até 92. Até aquela data, só dava aulas na PUCRS pela manhã, porque à noite trabalhava em jornais. Hoje me dedico apenas à Famecos.

Por que escolhestes Jornalismo?

Não vou ser demagogo. Não escolhi porque queria servir a humanidade, mas porque queria escrever. Passadas quadro décadas, sou cada vez mais apaixonado por sua função social, crítica e de responsabilidade.

Qual a ligação do Jornalismo com as Relações Públicas?

Relações públicas é a administração da Comunicação. Jornalismo é uma ferramenta para reproduzir fatos, críticas, opiniões e informações. Quando as duas áreas se distanciam, há ruídos: na postura das organizações ou na autenticidade das divulgações. Quando se aproximam, são a responsabilidade humana e a ética de ambas que prevalecem.

Qual é sua visão sobre a integração do Jornalismo com as Relações Públicas?

Comunicação integrada, para mim, é uma estratégia de Relações Públicas, onde o Jornalismo é suporte. Quando se administra objetivos, é RRPP. O jornalismo deve ser pautado apenas pela busca da informação, senso crítico e responsabilidade. Quando coincidem, que bom! É o resultado de ações corretas, não de uma integração pré-estabelecida.

Sabemos que existem muitas opiniões de que as Relações Públicas é a profissão do futuro. Tu concordas? Que conselho tu daria para os alunos que estão entrando no curso agora?

A janela do futuro está aberta, sim. As áreas de atuação de Relações Públicas são cada vez mais abrangentes. Responsabilidade social, gestão de pessoal, estratégias políticas e empresariais, tudo passa por políticas de RP. O que equivale dizer que a formação deste profissional deve ser completa e diversificada para conseguir espaço e se impor.

Qual é o maior desafio que enfrentas hoje e o que mais o realiza como profissional?

Não sou gato, mas tenho mais de uma vida. Fui repórter, sou professor e pretendo viver ainda uma terceira vida como escritor. Desde 84, escrevo romances. Todos estão inéditos. Ainda este ano, pretendo começar a publicá-los. Aos 60 anos, estarei iniciando uma nova jornada com o mesmo destemor, firmeza, alegria e deslumbramento que comecei no jornalismo aos 20 anos.

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