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Ações de Responsabilidade Social nas empresas contribuem para a consolidação de relacionamentos e agregam valor às marcas.

Foto: Abrace.

A intervenção solidária das organizações no meio em que estão inseridas é parte da construção de sua imagem diante da sociedade. A visão capitalista, baseada na divisão dos prejuízos e nunca dos lucros, já não é mais aceita pela maioria das pessoas. As empresas, sejam elas de qualquer porte, mas em especial as grandes organizações, necessitam se posicionar como agentes sociais, promovendo a mudança e valorizando seus ativos intangíveis.

Empresários, hoje, já não podem se manter apenas em sua “colcha de lucratividade” sem que isso traga prejuízos para sua imagem. A Responsabilidade Social de uma empresa é parte de seu produto final, tanto quanto seu design e funcionalidade. Campanhas que promovem o bem estar comunitário, como as campanhas do agasalho ou mutirões de doação de sangue, encontram nestas atitudes, além do resultado filantrópico, a associação de sua marca a uma reputação sólida de comprometimento social. Cristina Marques, relações-públicas e analista de comunicação interna da Rede InterCity de Hotéis defende a valorização da Responsabilidade Social por parte das organizações e comenta: ”Esse tipo de ação é extremamente importante para qualquer organização. Além de beneficiar a comunidade, promove uma mobilização por parte dos funcionários e, por consequência, uma imagem favorável que diz muito sobre o que a empresa carrega em sua essência. Nos nossos hotéis, patrocinamos a ONG “Abrace” de Responsabilidade Social, que propõe projetos alinhados à nossa cultura organizacional. Esse ano, a Campanha do Agasalho gerou resultados muito positivos, o que nos deixou muito confiantes com o projeto e o apoio que oferecemos”.

O exercício das Relações Públicas é assessorado e facilitado quando os gestores de organizações acreditam no potencial desses projetos, pois se conecta à finalidade da atividade, totalmente voltada à mediação de relacionamentos, planejamento estratégico e prevenção de crises. Nesse contexto, ainda, a credibilidade que tais ações atribuem às empresas são de grande valia em momentos de tensão entre organizações e públicos, uma vez que os problemas tornam-se muito mais facilmente manejáveis quando a marca carrega consigo um nome marcado pela confiabilidade. Marques completa: “É impossível prever todas as crises pelas quais uma organização passa, por isso é tão importante garantir que o colaborador e cliente estejam sempre satisfeitos e enxerguem os valores da organização como uma extensão de seus próprios princípios”.

No momento em que as empresas perceberem a real importância da valorização de pessoas e da humanização dos relacionamentos, compreenderão que são essas ações que as diferenciam das outras organizações e as destacam perante a sociedade, promovendo a efetividade e, em consequência, a valorização das Relações Públicas. Marques diz, também, que é necessário conhecer seu público para poder engajar-se em ações desse porte, pois, utilizando como exemplo o setor hoteleiro, percebe-se que de nada adianta pedir doações para quem também passa por dificuldades, como camareiras e funcionários da manutenção. “Muitas vezes, é mais efetivo ajudar nosso público interno do que solidarizar-se no âmbito externo, pois são os funcionários que fazem com que tudo aconteça, de fato, em uma organização. Quando estes não estão satisfeitos, não há ânimo para dar o melhor de si e atingir os objetivos comuns à empresa e colaboradores.”