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(Foto: Arquivo Pessoal)
Foto: Matheus Wecki arquivo pessoal

Entre os dias 6 e 8 de fevereiro, os vencedores do 6º Prêmio Universitário Aberje (PUA), da Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (Aberje), puderam conhecer as instalações da Vale na Serra dos Carajás, em Parauapebas, no Pará. Os diplomados em Relações Públicas pela Faculdade de Comunicação Social (Famecos) da PUCRS Matheus Wecki, Guilherme Severo, Jéssica Dias e Paula Ferreira, acompanhados do orientador do projeto, Diego Wander, ganharam a viagem como parte da prêmiação.

Sobre o roteiro, Matheus Wecki conta que tiveram a oportunidade de conhecer um pouco mais sobre a indústria da mineração, visitando uma das minas que compõem o complexo da Serra dos Carajás. “O contato que tivemos com a equipe de comunicação da Vale também foi muito enriquecedor, pois trocamos experiências e identificamos soluções adotadas por eles que vimos em sala de aula.”

(Foto: Arquivo Pessoal)
Foto: Matheus Wecki arquivo pessoal

Entre as atividades que os relações-públicas realizaram, Wecki explica que puderam conhecer um pouco da cultura local e os principais projetos desenvolvidos na região. Entre eles, a cooperativa Mulheres de Barro, projeto da região em que artesãos produzem e comercializam peças de barro, promovido pela Vale por meio de incentivos fiscais (lei Rouanet). Os diplomados também realizaram uma visita às instalações da mineradora e participaram de um workshop com o comitê de comunicação do Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM). Além disso, discutiram estratégias de comunicação para o Instituto, com base nas propostas que foram apresentadas na etapa final do Prêmio Universitário Aberje.

No último dia de visitação, o grupo conheceu o Parque Zoobotânico de Carajás. Uma área de preservação de flora e fauna nativas da Região Amazônica. Nela, encontram-se animais silvestres resgatados ou criados em cativeiro. Também é possível encontrar árvores centenárias em toda a extensão do parque, algumas delas plantadas por pessoas famosas que visitaram a instituição.

O orientador dos diplomados, Diego Wander, conta que como comunicador aprende-se muito conhecendo outros ramos de negócio. “Nesse caso, conhecemos uma mineradora, área em que os profissionais de comunicação não costumam atuar”, afirma.                     

Ao perguntar o que o marcou na viagem, Wecki destaca que foi a oportunidade de discutir as ideias com o comitê de comunicação do IBRAM uma das experiências mais marcantes e gratificantes. “Esse contato mostrou que estamos preparados para o mercado, desenvolvendo soluções reais que serão implementadas”, complementa.

Para Wander, é fundamental que os estudantes tenham clareza sobre a importância de acompanhar tendências de comunicação, não só para participar de concursos. “Ler bastante sobre a questão da comunicação sob a perspectiva que envolve a gestão, desenvolver a capacidade argumentativa e de apresentação de forma clara e consistente” são os conselhos do professor para quem quer participar desse tipo de concurso.

Wecki deixa um recado aos alunos de Relações Públicas: que participem de todos os projetos extra-disciplinares que tiverem a oportunidade. “Para o relações-públicas, conhecer diversas áreas e ter experiências diferenciadas constroem o seu know-how. Quanto mais multidisciplinar ele for, por mais espaços o profissional poderá transitar”, aconselha.

O tema do concurso em 2016 foi “Atividade essencial para o desenvolvimento da sociedade. A indústria da mineração é mais do que o que você vê”. A proposta visava desenvolver uma solução para um desafio real de comunicação no setor de uma das principais atividades econômicas do Brasil: a indústria da mineração.