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Quero abrir uma empresa de assessoria de comunicação, o que eu faço?

As profissionais Alessandra Becker e Alessandra Schaefer, entrevistadas por RRPP Atualidades, compartilham as ideias, as vivências e os motivos que as fizeram tomar a decisão não serem funcionárias e abrir a própria empresa. O RP está habilitado a atuar em diversas áreas, sendo que a Assessoria de Comunicação contribui para a empresa alinhar os objetivos. Assim, é possível desenvolver estratégias para atingir os públicos de forma adequada e possibilitar resultados alinhados aos objetivos da corporação. Ela está presente no fortalecimento e lançamento de marcas e produtos inovadores e pode trabalhar com diferentes portes de empresa e áreas de atuação no mercado. Afinal de contas, em um mundo tão competitivo, possuir uma boa gestão de comunicação gera destaque.

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Foto: Maurício Gafforelli

Muitas dúvidas surgem quando pensamos em tomar a atitude de abrir uma empresa de Assessoria. Afinal, por onde começar? O que devemos fazer primeiro? Será que dará certo? São questões normais para esse momento e, por isso, o assunto é tão importante.

A relações-públicas Alessandra Becker, uma das sócias da Fale Consultoras, iniciou sua trajetória em 1999 como funcionária em uma agência de prestação de serviços de comunicação e marketing. Na época, ela identificou uma grande procura pelos serviços em comunicação. Viu a oportunidade e decidiu empreender no ramo em 2012.

Um dos principais desafios enfrentados na época foi a crise econômica, bem quando as empresas estavam encolhendo os investimentos em comunicação. E, pela consultoria ter um formato de começo, meio e fim, em vez de ser um serviço mensal, gera uma necessidade de estar sempre fechando novos negócios, por isso o tempo investido em prospecção é bastante grande. Além do mais, a questão financeira pesa, afinal de contas, há investimento em marca, site, materiais, etc. Segundo ela, hoje em dia há opções razoáveis para quem quer iniciar no formato de coworking, por exemplo. De qualquer forma, o ideal seria começar com uma reserva financeira até que o retorno comece a aparecer.

A sociedade com a sua parceira foi uma de suas maiores motivações para ir adiante com esse sonho. “Tenho uma sócia que complementa minha experiência, que vem de agencia, pois construiu carreira em corporação, vem ‘do outro lado do balcão’, e entende muito das ‘dores do cliente’. Acabamos nos complementando. ”, diz Alessandra.

Conseguir novos clientes é sempre uma tarefa difícil. Iniciaram suas prospecções retomando os contatos de seus antigos relacionamentos e foram divulgando a empresa. Segundo Alessandra, as indicações são a melhor forma de divulgação, assim como entregar um trabalho bem feito.

Uma das grandes dificuldades que elas enfrentam nesse ramo é que todo mundo se vê um pouco como comunicador. E, em função disso, tem muita gente que acha que não precisa contratar uma consultoria porque acredita que pode resolver tudo em casa. Por isso, ela destaca a importância do profissional ter capacidade de trabalhar de forma colaborativa, estar sempre antenado e não ter medo de errar.

Cursos extracurriculares, como gestão financeira, podem ser um ótimo investimento para quem quer empreender. “A gente aprende na faculdade a comunicar, não a gerir uma empresa. ”, afirma. Assim como, conversar com quem já está no mercado, entender seu diferencial frente à concorrência, participar de eventos de networking e estudar, sempre.

Para a recém-formada em RRPP pela PUCRS Alessandra Schaefer, uma das sócias da empresa Piensa, conta que a ideia de empreender surgiu a partir de uma conversa entre ela e suas duas sócias, pois estavam insatisfeitas com a suas áreas de atuação.

A empresa, que completou um ano em abril, atua em cinco áreas: assessoria de imprensa, endormarketing, branding, relacionamento digital e estratégias criativas. E como a colega da Fale, a Alessandra Schaefer também sentiu dificuldades na hora de iniciar o processo, e diz que um de seus maiores obstáculos foi a parte financeira e a procura por pessoas qualificadas.

O primeiro cliente da empresa foi de forma gratuita para ter portfólio. Dois meses depois, conseguiram de fato o primeiro trabalho. E a partir daí, já começaram a ter retorno financeiro. Atualmente, são três sócias e um estagiário. Trabalham de forma colaborativa, como as sócias da Fale Consultoras. Ambas as empresas contam com alguns serviços terceirizados.

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Foto: Alessandra Becker.

Segundo a sócia da Piensa, ainda há uma dificuldade para se trabalhar nessa área, justamente pela falta de reconhecimento do mercado em relação à profissão de RRPP. Mas, ainda acredita que tem espaço para empresas de comunicação qualificadas e comprometidas. Com profissionais que possuam empatia, pois é preciso se colocar no lugar do outro, assim como, comprometimento e qualificação no que estiver fazendo. Já como empreendedor, ser persistente é uma das habilidades que ela julga ser uma das mais importantes.

Para ela, os estágios foram muito importantes na formação da sua carreira. “Tem coisas que só na prática entendemos e aprendemos. ” Fazer bons contatos no mercado e na universidade e encontrar parceiros de trabalhos é sua maior dica.