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A Casa de Cultura Mario Quintana por Fredy Vieira/ PMPA
A Casa de Cultura Mario Quintana. Foto: Fredy Vieira/PMPA.

Com uma arquitetura inconfundível e muitas histórias para contar, a Casa de Cultura Mario Quintana (CCMQ) é consolidada como um dos maiores centros de cultura do país. Inicia-se a trajetória desse centro cultural por volta de 1980. Nesse ano o Banrisul compra o antigo prédio histórico do Hotel Majestic, no centro de Porto Alegre, depois repassado ao governo do Estado. Declarado patrimônio histórico, o prédio se torna um centro cultural de Porto Alegre. A Casa é mantida pelo governo do Estado e o Banrisul se mantém como grande patrocinador.

A casa ganha nome em homenagem a um dos maiores poetas brasileiros, Mario Quintana. Nascido em Alegrete, porém sempre defendendo Porto Alegre como sua cidade do coração, hoje tem destaque considerável dentro da casa. Mario Quintana viveu no hotel, entre 1968 e 1982, no quarto 217. Esta possui uma réplica fiel do antigo dormitório, com móveis e objetos do próprio escritor.

A Casa de Cultura Mario Quintana volta suas atenções para o cinema, música, artes visuais, dança, teatro, literatura, e à realização de oficinas e eventos ligados à cultura. Atualmente, cerca de 20 instituições independentes convivem na CCMQ. Muitas pessoas não têm conhecimento das várias instituições que se encontram na casa, como o Instituto Estadual de Música, Instituto Estadual de Artes Cênicas, entre outros. “O Museu de Arte Contemporânea, quem entra nem vê, pensa que está no 6ºandar da casa, mas é um museu independente que tem funcionamento próprio e diferente dos outros setores”, afirma Gaby Benedyct, gestora do projeto Sapato Florido.

Com tantos programas funcionando independentes um do outro, Gaby comenta sobre a falha na comunicação entre esses setores. A casa abriga eventos de todas as instituições (fora os departamentos que ela mesma possui), mas os eventos não são comunicados de maneira eficiente, com antecedência. A falha na comunicação entre os órgãos também é perceptível no envio de releases. A casa tem uma assessoria de imprensa própria, porém, em certos momentos, não é comunicada de releases que foram enviados por outros setores e acaba fazendo divulgação duplicada. “Nessa história, o relações-públicas entra bem, você vai ter que entrar com o RP para os órgãos se falarem com maior eficiência”, comenta Gaby.

Nesse cenário, se destaca uma realidade brasileira recorrente em diversas empresas: a carência de uma conexão eficaz entre os diversos setores. Assim, é fácil perceber a importância do relações-públicas nessa realidade, já que como profissional completo, deve ser capaz de administrar a comunicação interna da organização, para que a empresa trabalhe em sinergia e harmonia, como, por exemplo, na Casa de Cultura Mario Quintana, onde diversos setores têm dificuldades na comunicação e a falta de um gestor para a comunicação integrada evidencia a importância do profissional de Relações Púbicas mostrar seu valor no mercado.